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Golpes
Estelionatários e falsários diversificam e multiplicam as práticas golpistas

18/05/2026

A AABNB tem divulgado, aqui no site, informações a respeito das mais diversas formas de golpe utilizadas pelos falsários, para ludibriar suas vítimas. O golpe do falso advogado, por exemplo, é recorrente e se multiplica pelo país inteiro. Golpistas pesquisam dados públicos de processos judiciais e, de posse dessas informações, enviam mensagens de WhatsApp, correspondências, e-mail, e fazem até ligação telefônica aos beneficiários dessas ações, se passando por advogados, para anunciar que aquela causa foi bem sucedida.

Nesses casos, os falsários solicitam o depósito adiantado de algum valor. É golpe! Pior ainda! Noutras vezes, o golpista se apresenta como se fosse um advogado atuante e respeitado, conhecido da vítima. Então, é preciso ficar atento e confirmar com o seu advogado se aquela mensagem que você recebeu por e-mail ou WhatsApp, é verdadeira.

Diante de situações como essa, caso chegue até você um comunicado que desperte qualquer tipo de desconfiança, não hesite, e procure confirmar a veracidade das informações. O advogado Felipe Fialho Neto, associado desta AABNB, relata que teve seu nome usado por vigaristas, que tentavam aplicar golpes em alguns clientes dele. Situação semelhante viveu o Dr. José Ribamar Capibaribe, que presta serviços à AABNB. Outro advogado que representa a Associação é o Dr. Daniel Lage Alencar. Quaisquer comunicados ou mensagens “suspeitas”, que envolvam algum desses profissionais, procure a própria fonte, ou seja, converse com o advogado ou estabeleça contato com a AABNB.

OUTROS CASOS:

Golpes de identidade e roubo de celulares fazem fraudes bancárias digitais dispararem no Brasil (Publicado pelo Jornal Zero Hora, de Porto Alegre, no dia 15 de maio, último)

O golpe de personificação, quando o criminoso assume a identidade de outra pessoa, e o roubo de celulares impulsionaram a ocorrência de fraudes digitais em bancos no Brasil em 2025. O primeiro subiu 140% no ano passado, na comparação com 2024. Já as fraudes financeiras decorrentes de assaltos dispararam 340% no período.

Os dados fazem parte do relatório Tendências de Fraude em Bancos Digitais na América Latina 2026, divulgado pela BioCatch, empresa especializada em prevenção de fraudes.

Um dos cenários mais comuns em golpes de personificação, ou de identidade, envolve invasão ao celular da vítima e acesso a aplicativos, principalmente, o WhatsApp. A partir daí, o criminoso começa a falar com familiares, amigos ou colegas como se fosse a própria pessoa, geralmente dizendo que trocou de número ou está com uma emergência. Em seguida, pede transferências via Pix com urgência, alegando imprevistos como contas atrasadas, problemas de saúde ou bloqueio bancário. Como as mensagens vêm de um contato conhecido, muitas vítimas acabam acreditando e realizando o pagamento.

Como se proteger em situações de roubo de celular

Crie um e-mail exclusivo para recuperação

Use um endereço secundário apenas para redefinir senhas bancárias e não o deixe logado no celular do dia a dia. Isso impede que o bandido com o aparelho desbloqueado receba os links de recuperação.

Reduza o tempo de bloqueio da tela

Configure o display para trancar automaticamente no menor tempo possível, como 15 ou 30 segundos de inatividade. Se o aparelho for puxado da sua mão na rua, a tática aumenta a chance de travamento antes do uso.

Registre o seu celular aos sistemas do governo

Cadastre seus aparelhos no aplicativo Celular Seguro, do governo federal. Em caso de roubo, a plataforma emite um alerta que bloqueia o IMEI, a linha e o acesso aos bancos parceiros.

Dicas para se proteger de golpes de personificação

Confirme a identidade por outro canal

Se um parente ou amigo mandar mensagem de um número desconhecido pedindo dinheiro com urgência (o clássico “troquei de número”), não faça o Pix. Ligue para o número antigo da pessoa ou exija uma chamada de vídeo ou de voz para ver ou ouvir quem está do outro lado.

Desconfie do terror psicológico e da urgência

Golpistas que se passam por gerentes de banco, policiais ou suportes técnicos usam o medo para forçar você a agir rápido. Lembre-se: nenhuma instituição legítima exige transferências instantâneas para “salvar sua conta” ou “cancelar uma compra”.

Fontes: Diretrizes e cartilhas de segurança do Banco do Brasil, Itaú, Nubank e Febraban

Golpistas usam nomes de Entidades reconhecidas e respeitadas

Entidades sérias e respeitadas também já tiveram seus nomes e sua credibilidade usados por falsários, na tentativa de aplicar golpes. É o caso da Associação Nacional dos Participantes de fundos de pensão e de planos de saúde de autogestão (Anapar), que precisou emitir um comunicado de alerta (ao lado) aos seus associados, para desmentir uma informação falsa que circulava na internet.

Páginas falsas na internet, imitam sites de órgãos públicos

Órgãos públicos também não escapam da sanha dos golpistas. A Receita Federal, por exemplo, costuma informar que não solicita dados por e-mail, nem envia links de qualquer natureza, e orienta que o cidadão fique atento às páginas (na internet) que simulam os sites de organismos públicos. O INSS teve sua página copiada, e o Instituto emitiu um comunicado de alerta. O mesmo acontece com os sites dos bancos, que ressaltam aos seus clientes a necessidade de estar atento e somente utilizar os canais (aplicativos) oficiais da rede bancária. A Febraban alerta que os bancos não podem pedir senhas e dados pessoais por telefone e que “se isso acontecer, é golpe”.

Uso da rede mundial de computadores: outra situação que requer muito cuidado atualmente diz respeito à forma de utilização da internet. A orientação dos especialistas é para que os usuários tenham um bom sistema antivírus instalado em seu computador e só naveguem em sites conhecidos e que possuam identificação de autenticidade. E que também devem ser evitados links desconhecidos, enviados pelas redes sociais.

Ligações telefônicas e outros golpes

O leque de trapaças dos golpistas contempla uma gama imensa de práticas ilícitas, que vão desde o conto do falso bilhete de loteria premiado (sim, ainda acontece!), até os golpes digitais. Há também os falsos telefonemas, que induzem os desavisados a caírem na cilada, quando dizem que o cartão de crédito teria sido usado indevidamente. E a pessoa cai, porque parece mesmo real. A mensagem orienta, por exemplo, clicar 1, se desconhece a compra ou 2, se quiser bloquear a transação. Não importa a opção, se clicar, caiu no golpe. Então, todo cuidado é pouco!

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