29/03/2021
Reproduzimos, a seguir, artigo da escritora Joana Monteleone, para o portal Brasil de Fato.
Dom João VI inaugurou o Jardim Botânico do Rio de Janeiro em 1809 pouco tempo depois de chegar ao Brasil. Embalado pela necessidade de aclimatação de novas plantas e em busca de novos produtos, o Jardim Botânico foi uma necessidade econômica desde que nasceu sob a guarda do Ministério dos Negócios de Guerra. Logo na inauguração dizem que d. João VI foi o grande incentivador do plantio da Palmeira Imperial, cujo nome científico é Roystonea oleracea.
A palmeira imperial tem origem nas Antilhas e sua aclimatação no Brasil pelo imperador português exilado é um exemplo da intensa troca de sementes, mudas e plantas que ocorreu no mundo desde o final do século XVI e ao longo de todo o século XIX. Das Antilhas, seu berço de origem, a palmeira foi aclimatada pelos franceses no Jardim Botânico La Gabriellle, na Guiana Francesa, depois foi aclimatada no Jardin de Pamplemousse, nas Ilhas Maurício.
Os países então viviam uma corrida atrás de produtos do Novo Mundo que poderiam gerar riqueza: foi assim com a aclimatação do chá e do café. E esse vai e vem de plantas muitas vezes resultavam em guerra ou escamuraças entre as nações. Muitas histórias estranhas e segredos envolvem a chegada da Roystonea oleracea ao Rio de Janeiro. Uma delas conta que a palmeira imperial de d. João VI foi um presente de um dos sobreviventes de uma fragata, o oficial da Armada Real, Luís Vieira e Silva. Esse exemplar teria vindo do Jardin de Pamplemousse, nas Ilhas Maurício.
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https://www.brasildefato.com.br/2021/03/26/a-historia-da-palmeira-imperial-no-brasil