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Evento, Mês da Mulher, Protagonismo feminino
Evento no Sindicato dos Bancários do Ceará enaltece o protagonismo feminino

28/03/2025

Confira, a seguir, a cobertura feita pela equipe de Comunicação do SEEB-CE a respeito do evento realizado nesta quinta-feira, 27 de março, na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará.

Março das Mulheres: evento destacou o protagonismo das mulheres como agentes transformadoras da sociedade

Um momento para exaltar o protagonismo das mulheres. Esse pode muito bem ser o resumo no evento alusivo ao Março das Mulheres, promovido pelo Sindicato dos Bancários do Ceará, através da Secretaria de Igualdade e Diversidade, e o Comitê de Mulheres Bancárias Ana Dantas, nesta quinta-feira, dia 27/3, na sede da entidade.

Na abertura, o samba de qualidade da banda Essas Mulheres, recepcionou os(as) participantes. Em seguida, a deputada estadual Larissa Gaspar (PT/CE); a militante do movimento indígena Cacika Irê; e a secretária de Assuntos da Mulher da Fetrafi/NE, Chay Cândida, falaram sobre a importância de a mulher ocupar espaços diversos na sociedade, e que suas experiências pessoais e profissionais engrandecem a luta pela igualdade de direitos. O evento finalizou com a palestra da deputada federal Erika Kokay (PT/DF), que falou sobre o Protagonismo das Mulheres por Igualdade de Direito.

“As mulheres só tiveram direito ao voto 400 anos depois que os homens já votavam. A representação feminina no Congresso é de apenas 18%. Por isso é tão importante que as mulheres ocupem seus espaços, é importante a inserção da mulher na política, a criação de políticas públicas para viabilizar essa questão, o combate à violência política de gênero – à violência contra a mulher, em geral – e a luta pela conscientização dos homens também, para que se possa reduzir as jornadas duplas e a sobrecarga das mulheres no ambiente doméstico”, destacou a deputada estadual Larissa Gaspar.

Já a Cacika Irê destacou o papel da sua mãe, Cacika Pequena, na sua formação como pessoa e como militante. “Minha mãe foi uma das primeiras mulheres cacikas do país e sempre me inspirou a lutar pelos direitos dos povos indígenas”, ressaltou. Ela falou ainda da importância da educação das mulheres e do acesso igualitário a uma educação de qualidade, para que desde cedo a mulher seja incentivada a lutar por seus direitos. “Minha mãe sempre me ensinou a transformar a dor em luta. Todas nós mulheres temos uma história de luta, todas nós precisamos, em algum momento, romper várias barreiras para ocuparmos nossos espaços para chegarmos aqui e lutarmos por igualdade de direitos”, enfatizou.

Chay Cândida destacou que também se inspirou muito na sua mãe que sempre lhe incentivou a estudar e conquistar seus espaços, ressaltando a importância da educação como transformadora da sociedade. “Através da educação e dos ensinamentos da minha mãe, eu fui a primeira funcionária pública da minha família, a primeira a entrar numa faculdade, a primeira a não casar e não ter filhos – porque nós precisamos respeitar as escolhas de cada um em buscar a felicidade onde quiser e se sentir bem. Através desses conceitos que adquiri, tenho trabalhado na formação de feministas nos movimentos sociais, para que as mulheres aprendam a ter consciência dos seus direitos e da sua capacidade de conquistar seus espaços”, disse. Ela destacou ainda a luta das mulheres bancárias. “Isso mostra a importância da organização das trabalhadoras que têm conquistado avanços de gênero importantes na nossa Convenção Coletiva, como ampliação da licença maternidade e paternidade, igualdade de direitos para homoafetivos, combate à violência contra as mulheres e ao assédio moral e sexual, entre outros avanços”, concluiu.

Luta das mulheres como transformadoras da sociedade

A deputada federal Erika Kokay destacou a importância da luta das mulheres para transformação da sociedade. Ela destacou o papel de mulheres como Margarida Alves, Marielle Franco e tantas outras que tentaram silenciar ao longo do tempo, mas que com isso, só fortaleceram as suas lutas. Ela citou ainda a violência de gênero. “Os homens nascem – e vivem – com a consciência de que seus corpos são seus. Já as mulheres vivem temendo pelas suas vidas numa sociedade extremamente machista. É preciso lutar contra essa lógica sexista. Não, é Não!”, disse, e complementou: “é preciso também combater a violência de gênero. Hoje existem mulheres que têm medo de voltar para casa. Precisamos nos libertar de todos os medos e entender que casa não é o lugar para que nós sejamos arrancadas de nós mesmas”.

Ela destacou ainda a luta das mulheres na defesa recente da democracia. “As mulheres foram e são importantíssimas nesse tempo de reconstrução do Estado e do fortalecimento da democracia. O movimento Ele Não ajudou a derrubarmos um governo fascista.  Nós vimos um Estado capturado, um Estado que capturou os seus instrumentos para que ele não exercesse a sua função precípua. Nós tivemos uma Fundação Palmares racista, um Ministério das Mulheres e da Família antifeminista, um Ministério do Meio Ambiente anti-ambientalista e nós estamos reconstruindo este país. E reconstruir este país significa não ter qualquer tipo de tolerância com aqueles que tentaram romper a democracia. Sem anistia para golpista!”, finalizou a deputada.

“Este foi um momento de reflexão, de reconhecimento e, acima de tudo, de ação em prol da igualdade de direitos. O protagonismo das mulheres não é apenas uma questão de justiça social, mas também uma necessidade para o desenvolvimento pleno da nossa sociedade. Precisamos garantir que as mulheres tenham acesso igualitário à educação, ao mercado de trabalho, à saúde e à participação política. Precisamos combater a violência de gênero e promover uma cultura de respeito e igualdade. Que nós possamos inspirar as futuras gerações a sonhar e a lutar por um mundo onde a igualdade de gênero seja uma realidade. Mulheres insistam, persistam e contem com o Sindicato dos Bancários do Ceará”, destacou o presidente do Sindicato, José Eduardo Marinho.

“O sentimento que tenho por todos os participantes e as nossas convidadas é gratidão. Esse foi um momento muito importante para enfatizarmos o papel das mulheres como transformadoras da sociedade e nossa luta por igualdade de direitos, respeito e valorização. Seguiremos na luta pela construção de uma sociedade mais justa para todos e todas”, concluiu a secretária de Igualdade e Diversidade do Sindicato, Francileuda Pinheiro.

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