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Nova diretoria da Contraf-CUT toma posse de mandato 2026/2027

A diretoria da Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), para o período 2026/2027, tomou posse nesta terça-feira (14), durante cerimônia realizada em Brasília, na Apcef/DF.

Eleita no 7° congresso nacional da entidade, realizado em março, a gestão deste novo período tem 40% de mulheres no quadro – superando a cota mínima de 30% estabelecida em estatuto – além de contar com dois companheiros do ramo financeiro: Talita Regina da Silva (Cooperforte), representando os trabalhadores de cooperativas, e Roni da Silva Oliveira (Casa da Moeda), representado a categoria dos moedeiros.

“Esta é uma gestão que traz tanto continuidade quanto renovação. Continuidade na unidade e capacidade de diálogo, entre várias correntes, que nos possibilitaram, ao longo de toda a nossa história como movimento sindical, proteger direitos e avançar em conquistas para a categoria bancária. Renovação com a chegada dos companheiros Talita e Roni, que reflete a construção de vinte anos da nosssa organização como ramo financeiro, para que sigamos avançando nos direitos às outras categorias”, destacou a presidenta reeleita da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.

Primeira reunião executiva da nova gestão

A nova gestão começou os trabalhos no mesmo dia da posse, com a realização, junto com o Comando Nacional, da reunião preparatória para a mesa de negociação permanente com a Fenaban “Novas Tecnologias, como a IA, e a Atividade Bancária”, que irá ocorrer quinta-feira (16), também em Brasília.

Com o apoio da economista Vivian Machado, técnica da subseção do Dieese na Contraf-CUT, o grupo debateu os impactos das transformações tecnológicas sobre os empregos, serviços e segurança do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

“Em 2025, os bancos gastaram cerca de R$ 50 bilhões no Brasil, entre investimentos e despesas. Atualmente, 75% das transações são realizadas via celulares. Esses são alguns dados que muitas vezes são utilizados pelas empresas pra justificar o enxugamento do emprego bancário e o fechamento de agências. Porém, quando olhamos detalhadamente os dados, vemos que o volume de transações e serviços nas agências físicas é muito significativo“, destacou. “Em 2024, por exemplo, os canais físicos dos bancos foram responsáveis por 2% do total de transações financeiras, mas isso significa 3,6 bilhões de transações, o que equivale a mais de 14 milhões de transações por dia”, completou a economista.

Com base em uma pesquisa do IBGE, a técnica do Dieese observou que, apesar de 93,6% dos domicílios brasileiros terem acesso à internet, cerca de 30% dos idosos não possuem acesso digital e 42 milhões de adultos no Brasil não utilizam a internet para acessar os bancos ou serviços financeiros. Outro trabalho, publicado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em 2025, reforçou que a exclusão digital é social e concentrada: 24% da população com mais de 55 anos declararam que precisavam de ajuda para realizar atividades digitais.

Fraudes e golpes
O aumento das transformações tecnológicas veio acompanhado do crescimento de fraudes e golpes digitais. “Segundo dados oficiais, em 2024, mais de metade (51%) dos brasileiros foi vítima de alguma fraude ou golpe. O governo estima ainda que os golpes digitais poderão gerar perdas de até R$ 11 bilhões, até 2028 – valor quatro vezes maior do que o registrado em 2023”, disse Vivian Machado.

A pesquisadora do Dieese pontuou ainda que, de acordo com a Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias Digitais, os principais fatores para a escalada de golpes e fraudes digitais são a vulnerabilidade das vítimas, fragilidades do sistema e sofisticação da ação criminosa.

Informações extraídas do site da Contraf-CUT; para ler a íntegra, acesse o link abaixo:

https://contrafcut.com.br/noticias/nova-diretoria-da-contraf-cut-toma-posse-de-mandato-2026-2027/