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Estudo realizado pelo Inesc indica que o Brasil obteve avanços em 2023

Reproduzimos, a seguir, reportagem do portal Rede Brasil Atual, referente ao trabalho divulgado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos – Inesc, nesta segunda-feira, 29 de abril.

Brasil avançou apesar das restrições do regime fiscal e dificuldades na reconstrução, aponta estudo realizado pelo Inesc.

Análise do Inesc sobre o orçamento 2023 indica que o novo regime fiscal, apesar de não tão duro como o teto de gastos, e as limitações na retomada de políticas extintas, afetaram setores essenciais, como saúde, educação e meio ambiente.

Ministério da Saúde/Divulgação

A saúde indígena, abandonada anteriormente, teve um ganho notável. Mas segundo o Inesc, a saúde em geral ainda é penalizada com restrições fiscais

Estudo sobre o orçamento da União de 2023 divulgado nesta segunda-feira (29) aponta que a saúde, a educação, meio ambiente e outros sete setores foram afetados pelo novo regime fiscal. De autoria do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), a análise reconhece os esforços no primeiro ano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para recompor políticas sociais e ambientais que sofreram desmonte na gestão anterior. Mas conclui que, apesar dos esforços, não surtiram os efeitos desejados.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores da organização analisaram a aplicação de recursos públicos federais em saúde educação direito à cidade, energia, meio ambiente, indígenas, quilombolas, igualdade racial, mulheres e crianças e adolescentes. A equipe contextualizou o ambiente econômico, a execução financeira de 2023 e o orçamento previsto para 2024.

O Inesc detectou que mesmo quando havia recurso previsto, havia dificuldade para executar. Isso devido à dificuldade para recompor as equipes e à morosidade na celebração de convênios com os entes estaduais e municipais.

“Não é uma tarefa fácil, diante do desmonte operado pela governo anterior. No entanto, é preciso ressaltar que temos muito o que avançar em termos de proteção, defesa e promoção de direitos, principalmente, nos grupos de indígenas, mulheres, negros e negras, assim como de crianças e adolescentes”, disse Cléo Manhas, assessora política do Inesc.

Segundo ela, para além da baixa execução em alguns casos, outro ponto que chama a atenção em relação à aplicação dos recursos federais em 2023 e no planejado para 2024 para a garantia de direitos é subordinação à política fiscal. “O Teto dos Gastos foi substituído por um novo regime fiscal, que, apesar de menos prejudicial, ainda impõe restrições em áreas cruciais como saúde e educação”, disse. “Merece atenção o novo Plano Plurianual (PPA) para o período 2024-2027, com um orçamento previsto em R$ 13,3 trilhões e objetivos transversais que incluem crianças e adolescentes, mulheres, igualdade racial, povos indígenas e meio ambiente.”

Confira os pontos principais do estudo sobre o orçamento:
Saúde
Educação
Direito à Cidade
Energia: Geração Distribuída
Meio Ambiente e Clima
Povos Indígenas
Quilombolas
Igualdade Racial
Mulheres
Crianças e Adolescentes

Para ler o estudo na íntegra, clique aqui.