28ª Conferência Nacional definiu as reivindicações da Campanha Nacional Unificada
A categoria bancária definiu no último domingo (21) as reivindicações da Campanha Nacional Unificada que serão entregues à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 24 de junho.
Entre as prioridades apontadas pela categoria dos bancários estão:
- o reajuste com reposição integral da inflação (INPC na data-base)
- aumento real de 5%,
- PLR maior,
- valorização do vale-alimentação e vale-refeição,
- ampliação do emprego e da rede de atendimento bancário,
- combate às metas abusivas e
- defesa dos bancos públicos.
A categoria também propõe a regulamentação do Sistema Financeiro Nacional, com maior controle social sobre o setor, ampliação do acesso ao crédito, redução das desigualdades e fortalecimento do papel dos bancos no financiamento do desenvolvimento econômico e social do país. E a importância de eleger um governo democrático e um Congresso que defenda a pauta dos trabalhadores.
A definição da pauta final de negociação começou no mês de abril, com a consulta aos bancários e os debates nas conferências estaduais. Neste fim de semana, durante a 28ª Conferência Nacional, em São Paulo, cerca de 630 delegados que representam trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país, definiram os itens para a Campanha Nacional Unificada 2026. São 450 mil bancários no país, organizados pelo Comando Nacional dos Bancários.
“Nossa campanha começou em abril, com a consulta à categoria, e em seguida as conferências estaduais e hoje finalizamos a Conferência Nacional. O resultado da consulta reflete a real necessidade da categoria. Nas cláusulas econômicas, as principais reivindicações foram por aumento real, PLR maior, e reajustes no vale-alimentação e refeição”, relata Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
“Entre as cláusulas sociais, a consulta apontou a manutenção dos direitos, emprego, plano de saúde e combate ao assédio moral. E destaca como a atual política dos bancos compromete a saúde dos empregados: Há um aumento no uso de medicamentos controlados, como antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes, nos últimos 12 meses. Além disso, a categoria aponta impacto negativo do ambiente bancário sobre a saúde mental, o que representa um problema estrutural de gestão, metas, pressão e intensificação do trabalho”, destaca Neiva Ribeiro.
“Também há uma preocupação crescente entre os trabalhadores, com o alto investimento dos bancos em tecnologia e IA e a categoria reivindica proteção ao emprego, qualificação, remuneração, revisão humana das decisões e limites ao monitoramento. Esse é um ponto fundamental da negociação coletiva no setor financeiro”.
Na Conferência, 630 delegados que representam trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país, definiram os itens para a Campanha Nacional Unificada 2026 dos 450 mil bancários no país, organizados pelo Comando Nacional dos Bancários
A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, reforçou que a minuta de reivindicações expressa as preocupações da categoria, “como aumento real, valorização e proteção do emprego bancário, combate ao assédio moral, às metas abusivas, por um ambiente de trabalho saudável e para que as transformação estruturais do setor decorrentes da implementação das novas tecnologias resultem em benefícios para a categoria, não em fechamento de agências e postos de trabalho”, disse Juvandia.
“Saímos desta plenária revigorados, mais unidos e dispostos para seguir em frente na luta pela manutenção e avanço em direitos às bancárias e bancários de todo o país. A luta da categoria bancária é a luta de toda a classe trabalhadora. Quando nós avançamos, inspiramos toda a nossa classe a seguir avançando”, completou a dirigente.
(Reportagem publicada pelo portal da TVT news, com informações do Sindicato dos Bancários-SP)