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Artigo de senadora potiguar defende a auditoria da dívida pública

Publicado no Portal Congresso em Foco, artigo da senadora Zenaide Maia também foi reproduzido pelo site auditoriacidada.org.br

“Você sabia que quase metade do orçamento público do Brasil fica com o sistema financeiro. É justo? Como integrante da poderosa Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, solicitei a deputados federais e senadores membros do colegiado, na reunião recente (16 de junho) em que elegemos a presidência do grupo, maior empenho para destinar recursos públicos a áreas carentes e problemáticas como a segurança pública, que só recebeu 0,5% de financiamento no Orçamento Geral da União no ano passado”.

O esclarecimento acima é da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), e faz parte de uma análise sobre o impacto do pagamento de juros e serviços da dívida pública sobre o orçamento federal, em coluna publicada no Portal Congresso em Foco.

A parlamentar potiguar inicia o texto tocando no ponto nevrálgico da questão – e objeto central de atuação da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) – de que a dívida pública “jamais foi auditada no Brasil, mesmo com previsão na Constituição”.

Maia aponta como o mesmo tema é tratado em países desenvolvidos e que também possuem endividamento público, porém, para financiar investimentos sociais e não para pagar os próprios juros da dívida, como ocorre no Brasil.

A senadora diz, ainda, que sua proposta na CMO tem o objetivo de fazer sobrar mais dinheiro “para investimento em programas sociais, saúde, educação, segurança, infraestrutura, programas sociais, assistência social no Rio Grande do Norte e em todo o país”.

A coluna aborda outras questões relacionadas, como a revisão de renúncias fiscais desenfreadas que acabam em perdas de arrecadação e privilégios até mesmo para empresas estrangeiras, a distribuição mais equilibrada dos recursos públicos e uma política de juros que se adeque à realidade dos brasileiros.

“No Plenário, também condenei o uso recorrente de programas de refinanciamento de dívidas tributárias por grandes devedores – os Refis anuais. Essas sucessivas renegociações é que contribuem para provocar um descalabro fiscal que desequilibra as contas públicas, e não pagar R$600 de Bolsa Família para quem tem fome e precisa sobreviver. Adivinhem quem está pagando a conta? Todos os brasileiros, todas as pessoas que teriam saúde, escola, segurança, rua calçada, remédio, emprego, porque o dinheiro devido como imposto para custear esses direitos ficou no bolso dos bilionários que devem impostos e conseguem este privilégio legalizado”.

Esses apontamentos vão ao encontro do árduo trabalho realizado pela ACD e que precisam ser debatidos e equacionados, com urgência, pelos Três Poderes.

O Brasil é um país sufocado pelos juros da dívida pública e não há mais tempo a perder.